Concorrência braba e endinheirada |
Uma tendência natural de qualquer empreendedor iniciante é fincar sua empresa onde não exista concorrência. E, na empolgação própria de iniciante, esquece de fazer a si mesmo a perguntinha tola: E por que não tem ninguém aqui, tocando um negócio deste?
Certo indivíduo pretendia montar um bar. Andou por muitos bairros, até que encontrou uma rua onde não havia bar nenhum. Não teve dúvidas: alugou, equipou e inaugurou o boteco, sem muita pompa, é claro, porque dinheiro é sempre recurso escasso. Pensou: Vou tirar o pé da lama, rebentar a boca do balão. E teria, de fato, rebentado, não fosse aquela rua um reduto de evangélicos.
Por outro lado, instalar o botequim ao lado de outro já tradicional, não seria garantia de sucesso. Poderia ser que, na melhor das hipóteses, conseguisse rachar ao meio a clientela de pingunços e, assim, faturar, apenas, metade do potencial do local.
Em negócios há uma lei (que deveria servir de guia para as autoridades que pretendem coibir o tráfego de drogas): ONDE HÁ CONSUMIDOR, HÁ FORNECEDOR.
Montar um bloco do eu sozinho, inflar o peito e sair tirando onda de bandeirante, são ações que podem, com o tempo, tornar o individuo merecedor de medalha, de diploma de honra ao mérito; todavia ninguém é pioneiro, sem pagar os ônus do pioneirismo.
Borba Gato - Bandeirante |
Note que não há fornecedor onde não existe consumidor.
Sem ter quem lhe forneça os insumos necessários, seu empreendimento está amarrado (como diria o pastor evangélico). Amarrado com correntes, exatamente por não haver concorrentes, digo eu.
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